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Casas devolvidas à banca

Casas devolvidas à banca disparam 18%

Só nos primeiros dez meses deste ano foram entregues mais de 5 mil imóveis à banca. A crise aperta e são cada vez mais as famílias que já não conseguem pagar as prestações. Outubro foi o pior mês de 2011 nestas contas de sumir para os portugueses e de somar para o armazém imobiliário dos bancos. Contas feitas, as casas devolvidas à banca já aumentaram quase 18%.

Segundo a análise das dinâmicas imobiliárias divulgada esta segunda-feira pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), «ao longo dos dez primeiros meses de 2011 foi possível contabilizar cerca de 5.200 imóveis entregues» para «pagamento tanto por famílias, como por promotores imobiliários». É o resultado dos incumprimento nos créditos à habitação e à construção.

Só em Outubro, foram cerca de 690 imóveis, o que representa o pior resultado registado este ano, sendo «o corolário de três meses consecutivos de agravamento deste fenómeno que, apesar de continuar a ser transversal ao território nacional, é hoje já 17,7% superior ao observado em igual período de 2010».

As estimativas da APEMIP indicam que as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto concentram 46,4% das ocorrências relativas a imóveis entregues em dação em pagamento em Portugal este ano (39,7% em Outubro).

A Área Metropolitana do Porto representa 18,9% em termos nacionais para 2011 e 21,1% dos registos de Outubro. Já Lisboa concentra 27,6% das ocorrências contabilizadas desde Janeiro e 18,6% das registadas em Outubro.

«O arrefecimento do mercado imobiliário afectou de forma bastante significativa todos os que investiram na promoção imobiliária e no desenvolvimento de novos projectos e empreendimentos, pelo que parte significativa dos imóveis entregues em dação em pagamento provêm destes actores, em particular, em municípios, como os de Alcochete, Loulé, Ponta Delgada e Vila do Conde, em que esta realidade representa, pelo menos, metade da totalidade dos imóveis em causa».

Transacções imobiliárias sobem, mas...

Entretanto, a APEMIP divulgou também que o número de transacções de imóveis aumentou 1,7% entre Setembro.

«Ao longo dos dez primeiros meses de 2011, foram transaccionados entre 160.000 a 165.000 imóveis (tanto urbanos, como rústicos e mistos)».

No mês de Outubro, foram concretizados entre 15.000 e os 15.600 negócios, mais 1,7% do que no mês anterior.

Este crescimento foi, no entanto, «insuficiente para evitar que Outubro tenha sido um dos três piores deste ano, apenas melhor do que Abril e Setembro, ambos com resultados abaixo das 15.000 transacções» imobiliárias.

As Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto concentram 31,8% das transacções registadas em Portugal este ano (Lisboa 19,5% e Porto 12,3%).

A nível nacional, «cerca de 34 municípios conseguiram já assegurar a realização de, pelo menos, 1.000 transações imobiliárias desde o início do ano (11% dos 308 concelhos portugueses) e 37 continuam sem garantir a concretização de pelo menos 100 negócios imobiliários (o que é sinónimo de uma média mensal de transacções inferior a dez ocorrências)».

Fonte: Agencia Financeira

Publicada por BTI Bússola do Tempo


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